O pivô da Uniube está coberto de braquiária como cultura de proteção até a soja entrar em setembro. O voo mediu o que essa cobertura entrega ao solo: 95% de cobertura viva, onde o solo ainda aparece, e um ponto fraco claro no setor Leste — tudo antes do plantio.
FazendaUniube
Voo24/jul/2026 · 11h17
CoberturaBraquiária · pré-soja
Área do pivô5.0 ha
Resumo Executivo
Os números da cobertura
Tudo medido dentro do círculo do pivô (5,0 ha úteis) — café, estradas e barracões ao redor foram excluídos da conta.
Cobertura viva
95%
braquiária protegendo o solo
Solo exposto
4.8%
incl. rastro da torre + reboleiras
Setor mais fraco
Leste
11.0% de solo exposto · 87.5% cobertura
Setor mais forte
Oeste
98.3% cobertura · vigor 0.274
Destaque: a cobertura está ótima no geral (95%), mas não é uniforme. O setor Leste concentra o problema: 11.0% de solo exposto (contra 1–2% nos demais) e o menor vigor do círculo. É lá que a cobertura precisa de reforço antes da soja — solo descoberto em julho vira erosão e porta de entrada de daninha no plantio.
Por que Braquiária
Cobertura não é lavoura — é seguro do solo
Aqui não se conta planta nem se mede produtividade. A braquiária está no pivô para proteger o solo até a soja de setembro. O que interessa é o serviço que ela presta — e onde ela falha nesse serviço.
Cobrir o solo
Solo descoberto no inverno seco = erosão pela chuva de setembro e perda de umidade. Cada m² coberto é solo protegido. Por isso a métrica-rainha aqui é % de cobertura, não vigor absoluto.
Abafar daninha
Braquiária densa não deixa daninha nascer. Onde a cobertura rala, o solo exposto abre espaço para invasora se estabelecer antes da soja — e virar competição no plantio.
Palhada pro plantio direto
A biomassa vira palhada de plantio direto. Cobertura uniforme hoje = palhada uniforme na dessecação, semeadura mais regular e solo com mais matéria orgânica.
Cobertura como tem que estar: braquiária fechada, sem solo aparecendo.
Onde a cobertura falha: solo vermelho exposto, tufos esparsos, rastro de roda — o alvo do reforço.
Cobertura vs Solo
O pivô inteiro, medido pixel a pixel
Verde = braquiária vigorosa · amarelo = cobertura média · laranja = cobertura fraca · vermelho = solo exposto. Os anéis brancos dividem o pivô em interno, médio e externo.
Mapa de cobertura e vigor · pivô Uniube · 24/jul/2026 · o rastro radial vermelho é a torre do pivô
Vigor da braquiária (onde ela cobre)
95% de cobertura viva — resultado bom para uma cobertura em julho; o solo está protegido na maior parte do círculo.
Gradiente Oeste → Leste: a metade oeste é a mais densa e verde; a leste, mais rala e amarelada. Padrão típico de uniformidade de irrigação do pivô (ponta/setor que rega menos) ou de pastejo/rebrota diferencial.
Rastro da torre: a faixa radial exposta é o caminho de roda do pivô — solo nu permanente, esperado, mas entra na conta dos 4.8%.
Uniformidade por Setor
A leitura de pivô: por quadrante
Pivô se lê em setores. Dividindo o círculo em quatro quadrantes, o problema fica isolado — e vira endereço para a máquina.
Setor
Cobertura
Solo exposto
Vigor (VARI)
Situação
Oeste
98.3%
1.3%
0.274
melhor
Norte
97.6%
1.7%
0.196
ok
Sul
97.4%
2.1%
0.152
ok
Leste
87.5%
11.0%
0.149
atenção
O diagnóstico em uma frase: três quadrantes do pivô estão praticamente perfeitos (97–98% de cobertura). O Leste é o fora-da-curva — 11.0% de solo exposto, cinco a oito vezes mais que os outros. Vale checar os bicos/aspersores do lance leste do pivô: se ele rega menos, a braquiária cobre menos, e a soja também vai sentir ali.
Oeste é o benchmark: 98.3% de cobertura e o maior vigor (0.274) — é o padrão que o resto do pivô deveria alcançar.
Ação de baixo custo: antes de reforçar a cobertura, confirmar se é irrigação. Um teste de uniformidade (latas) no lance leste diz se o problema é água ou solo.
Solo Exposto
Onde o solo está descoberto
Todo pixel de solo exposto dentro do pivô, destacado em vermelho. É o mapa do que precisa de cobertura antes da chuva de setembro.
Solo exposto em vermelho — concentração no setor Leste e no rastro da torre
4.8% do pivô descoberto (0.24 ha) — a maior parte concentrada, não espalhada, o que facilita o reforço localizado.
3 reboleiras principais de solo (fora o rastro da torre), a maior com 1,324 m². São os pontos onde a braquiária não pegou.
Risco pré-soja: solo nu em julho = erosão na primeira chuva e daninha se instalando no vazio. Cobrir agora é mais barato que dessecar depois.
Daninhas
Folha larga: o que dá e o que não dá pra afirmar
O pedido incluía caçar daninha de folha larga. Aqui vai a resposta honesta, com o limite técnico declarado.
Sem infestação de folha larga
A cobertura é dominada por gramínea (braquiária). Não há reboleira de folha larga no pivô — nenhuma mancha de daninha estabelecida acima de alguns m².
Indivíduos existem, esparsos
Olhando de perto, há folhas largas isoladas no meio da braquiária. São poucas e pequenas — vigiar, não alarmar. O risco real de daninha está nas áreas de solo exposto, não no meio da cobertura densa.
Limite técnico declarado
A 1,5 cm/px e só RGB, folha larga pequena tem cor quase igual à da braquiária (medido: verde 0,47 vs 0,43). Separar automaticamente geraria falso-positivo em cada tufo denso. Contagem confiável de daninha pede voo mais baixo + multiespectral ou detector treinado.
Próximos Passos
O que fazer antes da soja
1 · Investigar o lance Leste
Teste de uniformidade de irrigação (latas) no setor Leste. Se regar menos que o Oeste, ajustar bicos resolve a raiz — cobertura E soja melhoram juntas.
2 · Reforçar solo exposto
As 3 reboleiras e o setor Leste (0.24 ha nu) são candidatos a resemeadura de braquiária, pra chegar em setembro com o solo coberto.
3 · Voo de acompanhamento
Repetir a mesma grade em ~30 dias e às vésperas da dessecação: mede se o reforço pegou e quantifica a palhada que entra pro plantio direto da soja.
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