Os alunos da Uniube montam estações agrometeorológicas de verdade — da caixa impressa em 3D ao agente de IA que manda a recomendação no WhatsApp do produtor. Uma estação só, aberta peça por peça, encosta em engenharia, computação, química, agronomia, gestão e comunicação. Aqui está como ela funciona, o que cada peça ensina e onde cada curso entra.
Antes da montagem, a lógica. A estação não é só um sensor: é uma corrente que começa num número dentro da terra e termina numa decisão no celular do produtor. Cada elo dessa corrente é um conteúdo que algum curso da Uniube já ensina.
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O solo é lido
Um sensor enterrado mede umidade, temperatura, condutividade, pH, nitrogênio, fósforo e potássio. Outro mede o ar, e o pluviômetro conta a chuva. São 10 números por leitura.
2
A estação transmite por rádio
A placa acorda, lê os sensores, empacota os números e manda por LoRa: um rádio de longo alcance e baixo consumo. Não usa chip nem mensalidade e funciona onde não há sinal de celular.
3
A receptora leva para a internet
Perto da sede, uma receptora escuta o rádio de várias estações e sobe tudo pelo WiFi da fazenda. Uma receptora atende o talhão inteiro.
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O banco guarda tudo
Cada leitura vira uma linha com número de série, data e hora. Em poucos meses vira uma série histórica que serve tanto para manejo quanto para pesquisa e TCC.
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Os agentes de IA pensam
Calibram o sensor contra a análise de laboratório, comparam com a faixa ideal da cultura, olham a tendência dos últimos dias em vez do ponto isolado e escrevem a sugestão.
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O produtor recebe no WhatsApp
A recomendação chega como uma frase curta no celular, no grupo da fazenda. O produtor não precisa de aplicativo nem de painel, e pode responder ali mesmo.
O ponto para o coordenador: nenhum desses passos é exclusivo de um curso. O sensor é agronomia e química, o rádio é física e eletrônica, o banco é computação, o agente é IA e redação, a mensagem é comunicação. O aluno vê o caminho inteiro. Cada curso entra no elo que é dele e enxerga onde ele se liga ao resto.
Uma estação, todas as áreas
Um projeto fractal: abra qualquer peça e ela vira um curso
A estação se abre em seis sistemas, e cada sistema se abre em quatro conteúdos. Cada conteúdo, por sua vez, é uma disciplina inteira de algum curso. Quanto mais se aproxima, mais detalhe aparece, mas o desenho se repete: entra alguma coisa, ela é transformada e sai outra. É esse padrão repetido em toda escala que faz o projeto caber em qualquer área.
A estação AI Agro6 sistemas · 24 conteúdos · cada quadradinho abre mais um nível
Impressão 3D e materiais
Modelagemprojetar a caixa e os encaixes
Fatiamentocamada, tolerância, orientação
PolímerosPETG, sol, calor e umidade
Vedaçãoconector estanque, junta, IP
Energia
Bateriaspack de lítio 18650, BMS
Painel solarpotência, ângulo, sombra
Controlador solarcarga, descarga, proteção
Orçamentoquantos dias nublados aguenta
Circuitos e montagem
Chicotecortar, decapar, crimpar
ConectoresM12, WAGO, emendas
Proteçãopolaridade, fusível, aterramento
Testecontinuidade e consumo
A placa
MicrocontroladorESP32: ler, decidir, dormir
Rádio LoRaantena, alcance, frequência
Firmwarecódigo embarcado, atualização
Consumosono profundo, microampères
Sensores e solo
Solo 7×1umidade, EC, pH, N, P, K
Ar e chuvaDHT22 e pluviômetro
Calibraçãosensor contra laboratório
Metrologiaprecisão, exatidão, deriva
Dados e IA
Banco de dadossérie histórica por estação
Agentescalibrar, analisar, sugerir
Mensagemredação que o produtor usa
Custoquanto custa por mês rodar
O mesmo padrão em toda escala
Da estação inteira ao agente de IA, cada parte faz a mesma coisa: entra algo, é transformado e sai outra coisa. O aluno que entende uma parte entende a lógica das outras.
A estação
solo, ar e chuva
leitura dos sensores
10 números
A bateria
luz do sol
carga e armazenamento
energia à noite
A placa
10 números
pacote de rádio
sinal LoRa
O agente
série de números
interpretação
uma frase no WhatsApp
Dois exemplos de zoom
Começando pela estação e descendo cinco níveis, chega-se a uma disciplina de outro curso: uma pelo lado do hardware, outra pelo lado do software.
Nível 1A estaçãoo sistema inteiro
Nível 2Energiaum dos seis subsistemas
Nível 3A bateriapack 18650 + BMS
Nível 4A célula de lítiotensão, carga, segurança
Nível 5EletroquímicaQuímica · Física · Eng. Elétrica
Nível 1A estaçãoo sistema inteiro
Nível 2Dados e IAum dos seis subsistemas
Nível 3O agentelê a série e decide
Nível 4O promptespecificação em texto
Nível 5Redação técnicaLetras · Comunicação · Computação
Camada da estação
O que o aluno toca com a mão
Cursos que entram
Impressão 3D e materiais
Projeto para fabricação, tolerância, comportamento do polímero no sol e na chuva
Eng. Mecânica · Eng. de Produção · Design · Arquitetura
Energia
Pack de baterias, painel solar, controlador de carga, orçamento energético
Eng. Elétrica · Física · Química
Circuitos e montagem
Chicote, crimpagem, conectores estanques, proteção e teste de bancada
Eng. Elétrica · Mecatrônica · cursos técnicos
A placa e o rádio
Microcontrolador, firmware, rádio LoRa, consumo em microampères
Eng. de Computação · Sistemas de Informação · ADS
Sensores e solo
Fertilidade, umidade, condutividade, calibração contra laboratório
Agronomia · Química · Eng. Ambiental · Zootecnia
Dados e IA
Banco de dados, agentes, prompt, visão computacional
Computação · Estatística · Ciência de Dados
A mensagem e o produto
Redação da recomendação, custo por estação, modelo de negócio
Comunicação · Letras · Administração · Economia
Para o coordenador: o seu curso não precisa assumir a estação inteira. Ele pega a camada que é dele, usa o equipamento real como objeto de aula e conversa com os outros cursos pelas pontas. O curso de Elétrica entrega a bateria que a Computação vai programar, e a Computação entrega o dado que a Agronomia vai interpretar.
A montagem em fotos
Da caixa vazia à estação fechada
As fotos são de uma montagem real, em ordem. Cada etiqueta verde mostra qual área do conhecimento está em jogo naquele passo. Em doze fotos aparecem impressão 3D, energia, vedação, eletrônica, circuitos e integração.
1
A caixa sai da impressora
Corpo impresso em 3D, com os encaixes de cada módulo já desenhados no projeto.
Impressão 3D
2
Controlador solar no lugar
O primeiro módulo fixado é o que administra a energia entre painel, bateria e placa.
Energia
3
O primeiro conector vedado
O cabo externo atravessa a parede da caixa por um conector estanque. Por ali não entra água.
Vedação
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Uma entrada por função
Cada cabo que vem de fora tem seu próprio conector, assim a manutenção troca uma peça sem mexer nas outras.
Montagem
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Porta USB-C com tampa
Dá acesso à eletrônica pelo lado de fora para manutenção, sem abrir a caixa.
Projeto
6
A placa da estação
ESP32 com rádio LoRa: lê os sensores, empacota os números e transmite.
Eletrônica
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Placa encaixada
O projeto da caixa já prevê a posição de cada módulo. Nada fica solto.
Projeto
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Ligação de energia
O controlador alimenta a placa. Cada fio é crimpado e tem um caminho definido.
Circuitos
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Chicote preparado
Os cabos são cortados, decapados e recebem conector na bancada, antes de entrar na caixa.
Circuitos
10
O pack de bateria
Células de lítio 18650 com placa de proteção (BMS), montadas pelos alunos.
Energia
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Tudo por dentro
Com a bateria instalada, a caixa já tem energia, controle e rádio no lugar.
Integração
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Fechada e pronta para o poste
A tampa recebe o suporte de fixação. Por fora só ficam os conectores vedados.
Campo
O que não aparece na foto, mas acontece: antes de fechar a tampa a estação passa no teste de bancada, com continuidade, consumo e enlace de rádio. Depois de fechada, ela só é aprovada quando a leitura chega no banco e a mensagem chega no WhatsApp.
A proposta
Learning Factory: a aula que produz
O formato existe e é consolidado na engenharia: um ambiente de produção real dentro da universidade, onde o aluno atravessa o ciclo inteiro de um produto em vez de simular uma etapa isolada. A diferença prática é simples — a peça que sai da bancada tem um destino, um dono e uma consequência.
Ciclo completo, não fatia
O mesmo aluno imprime, solda, monta, calibra, programa e instala. Ele enxerga como a decisão da segunda-feira aparece como erro de leitura na sexta.
Critério de aceite real
A estação não é aprovada por relatório: é aprovada quando o dado dela aparece no banco e o alerta chega no WhatsApp. Passa ou não passa.
Produção que fica
As 20 estações entram em operação no campo. O aluno formado pode apontar para um equipamento em uma lavoura e dizer que foi ele quem montou.
Por que isso muda o resultado: em oficina, o aluno se comporta como estudante fazendo exercício. Em fábrica-escola, ele se comporta como operador responsável por um equipamento numerado que alguém vai depender. O cuidado com a calibração e a vedação sobe sozinho — não por cobrança, por consequência.
O produto
Uma estação agrometeorológica LoRa completa
Autônoma em energia solar, sem depender de sinal de celular, lendo 10 parâmetros do solo, do ar e da chuva. É o mesmo equipamento que a AI Agro instala comercialmente — não existe versão didática simplificada.
AutonomiaPainel solar 24×24 + controlador de carga + bateria 12 V
ComunicaçãoRádio LoRa até a receptora — sem chip, sem mensalidade de dados
SoloSensor 7×1: temperatura, umidade, condutividade, pH, N, P, K
ArDHT22: temperatura e umidade relativa
ChuvaPluviômetro de báscula, corpo impresso em 3D
VedaçãoCaixa IP impressa, conectores M12, emendas à prova d'água
IdentidadeNúmero de série gravado + etiqueta QR que abre a página da estação
Sensor 7×17 parâmetros de solo
Bateria 12 Vpack montado pelos alunos
Painel solar 24×24autonomia energética
Controlador de cargagestão da bateria
Antena LoRaenlace sem celular
DHT22temperatura e umidade do ar
Terminal WAGOligação sem solda
Emenda estanqueà prova d'água
Cabo de antenaSMA → N-type
Receptora LoRaponte para a nuvem
A linha de produção
Nove postos, nove competências
A linha é dividida em postos de trabalho e cada aluno passa por todos, em rodízio. Os postos não ocupam um dia cada: eles se agrupam conforme a peça avança. As caixas chegam impressas, a linha começa na bateria.
1
Impressão 3D
Fatiamento, tolerância dimensional e orientação de camada. O lote das 182 peças é impresso antes da semana; durante ela, o aluno imprime e mede a própria peça de teste.
Impresso antes
2
Fabricação da bateria
Montagem do pack, balanceamento de células, proteção e o orçamento energético que decide se a estação sobrevive a três dias nublados.
Eletroquímica aplicada
3
Montagem
Chicote, crimpagem, conectores M12, roteamento de cabo e vedação. É onde a maioria das falhas de campo nasce — e onde elas se evitam.
Eletromecânica
4
Teste de bancada
Continuidade, consumo, enlace LoRa, estanqueidade. Nada sobe para o poste sem passar no checklist assinado.
Controle de qualidade
5
Calibração
Curva do sensor, solução padrão, offset e deriva. O aluno descobre na prática a diferença entre precisão e exatidão.
Metrologia
6
Código embarcado
Gravação do ESP, leitura dos sensores, política de sono profundo, payload LoRa e tratamento de falha de transmissão.
Sistemas embarcados
7
Banco de dados
Da receptora à nuvem: o aluno confere a própria estação aparecendo na tabela, com o número de série dele na linha.
Dados & nuvem
8
WhatsApp
A última milha: transformar leitura em mensagem que um produtor entende e usa. Redação de alerta é competência técnica.
Interface com o usuário
9
IA e agentes
Prompt como especificação, Claude Code na bancada e o agente que transforma a leitura da estação em recomendação. Tem um dia inteiro dedicado.
Inteligência artificial
O teste final é este
A estação do aluno está aprovada quando a leitura dela sai do solo, atravessa o rádio, entra no banco e chega como frase no celular. Qualquer elo quebrado aparece aqui — e é o aluno que conserta.
Cada aluno assina o checklist da estação que montou
O número de série fica registrado com o nome do montador
A etiqueta QR abre a página pública daquela estação específica
🌱 AI Agro · Estação 507 · Uniube Umidade do solo caiu para 18% nas últimas 6 h. Faixa ideal para a cultura: 25–35%.
08:14
Recomendação: irrigar hoje ainda. Previsão sem chuva nas próximas 48 h.
08:14
Entendido, vou ligar o pivô agora
08:21 ✓✓
Cronograma
Dois campi rodando em paralelo
Uberlândia e Uberaba operam com equipes próprias da AI Agro, defasadas em um dia. São três dias de trabalho interno por campus — dois de bancada e um de inteligência artificial — e dois dias de campo, nos dois lugares ao mesmo tempo. As caixas chegam impressas, então a linha já começa na bateria.
Campus
Segunda
Terça
Quarta
Quinta
Sexta
Uberlândia
Bancada 1
Bateria e montagem
Bancada 2
Calibração, dados e WhatsApp
IA
Prompt, Claude Code e agentes
Campo
Instalação
Campo
Batimento e teste
Uberaba
IA
Prompt, Claude Code e agentes
Bancada 1
Bateria e montagem
Bancada 2
Calibração, dados e WhatsApp
Campo
Instalação
Campo
Batimento e teste
Bancada · Dia 1
Bateria e montagem
Pack de bateria 12 V e balanceamento de células
Segurança com lítio: EPI e procedimento
Painel solar, controlador e orçamento energético
Chicote, crimpagem, M12 e vedação da caixa
Sensores integrados e número de série gravado
Bancada · Dia 2
Calibração, dados e WhatsApp
Gravação do firmware no ESP
Calibração do sensor 7×1 e do pluviômetro
Enlace LoRa e teste de bancada
Conferência da estação no banco de dados
Alerta configurado no WhatsApp
Dia de IA
Prompt, Claude Code e agentes
Prompt como especificação técnica
Claude Code escrevendo e depurando o firmware
O agente que vira leitura em recomendação
Visão computacional na câmera do pivô
Onde a IA erra e quanto ela custa por mês
Campo · Quinta e sexta
Instalação, batimento e teste
Fixação: poste, aterramento, orientação solar
Estudo do talhão e escolha do ponto
Leitura do sensor contra a análise de solo
Teste de transmissão e alerta no celular
Ajuste do que não passou no checklist
A ordem é invertida entre os campi, e isso é de propósito: em Uberaba o dia de IA abre a semana — o aluno vê primeiro o que o dado vira, depois constrói quem gera o dado. Em Uberlândia ele fecha a bancada — o aluno chega no agente já com a leitura da própria estação na mão. Os dois caminhos funcionam, e comparar o resultado das duas turmas é material de avaliação do próprio programa.
O dia de IA
Prompt, Claude Code e o agente que lê o dado
Um dia inteiro, em cada campus, sobre a camada que transformou a AI Agro de fabricante de sensor em empresa de decisão agronômica. Não é aula sobre IA: o aluno usa IA para construir a própria estação e depois escreve o agente que interpreta o que ela mede.
Prompt é especificação
Escrever prompt bem é escrever requisito bem — ambiguidade no pedido vira erro na saída. O exercício é o mesmo pedido redigido de três formas, comparando o que volta e descobrindo qual detalhe mudou o resultado.
Claude Code na bancada
O aluno usa para escrever e depurar o firmware do ESP, o parser do payload LoRa e a consulta no banco. Regra da casa: leu, entendeu e testou. Código que o aluno não sabe explicar não sobe para a estação dele.
O agente que lê a leitura
Como a AI Agro vira número em recomendação: prompt estruturado, saída em JSON, faixa ideal por cultura. Cada aluno escreve o próprio prompt de alerta e testa com o dado real da estação que montou.
Quem ensina: o próprio time da AI Agro, em Uberaba e em Uberlândia. As pessoas que projetaram, montaram e operam as estações vão pessoalmente aos dois campi. Ficam na bancada durante a montagem e conduzem o dia de IA do começo ao fim, ensinando tudo, de prompts a agentes. O aluno aprende o método que a AI Agro usa todos os dias com quem usa esse método no trabalho.
Prompt do zero
Como pedir: contexto, exemplo e formato da resposta. O mesmo pedido escrito de três jeitos, para ver na tela o que muda o resultado.
Prompt que vira ferramenta
Pegar um pedido que funcionou e transformar num prompt fixo, que roda sozinho todo dia. É assim que nasce o agente que manda o alerta.
Claude Code
Escrever, ler e corrigir código com IA: o firmware da estação e a consulta no banco. Regra da casa: o código só sobe se o aluno souber explicar.
Conferir a IA
Pegar número inventado e resposta errada dita com confiança. A saída da IA é tratada como hipótese, testada antes de ir para o produtor.
Para os coordenadores de outras áreas: escrever um bom prompt e conferir o que a IA devolve não é conteúdo de agro. O mesmo método serve para o aluno de Direito redigir uma peça, para o de Administração analisar uma planilha e para o de Saúde resumir um protocolo. A estação entra só como exemplo concreto.
Visão computacional no pivô
A câmera instalada no pivô envia foto a cada 10 minutos; o modelo analisa e devolve resultado estruturado. Detecção de praga sem ninguém percorrer o talhão. O aluno vê o pipeline inteiro: foto, armazenamento, chamada do modelo, resposta gravada no banco.
Onde a IA erra
Número inventado, confiança sem base, resposta bem escrita e errada. O antídoto é o mesmo do módulo de solo: verificação. O aluno aprende que a saída do modelo é hipótese a conferir, não resultado a publicar.
IA também é engenharia frugal
Custo por chamada, o que roda no dispositivo e o que roda na nuvem, com que frequência vale processar. A operação atual da AI Agro fica na casa de dezenas de dólares por mês para uma dezena de estações — e é essa conta que decide o desenho.
Do dado à frase
A última milha é redação: transformar pH 5,2 e umidade 18% em uma mensagem que o produtor lê no celular e age. O aluno escreve, manda para o próprio número e descobre no susto o que é uma instrução clara.
Por que isso importa para um aluno de agro: o diferencial no mercado deixou de ser saber usar uma ferramenta de IA — isso todo mundo aprende sozinho. O diferencial é saber especificar o que se quer, verificar o que voltou e custear o que vai rodar todo dia. As três coisas se treinam com o dado da estação que o próprio aluno montou, e por isso funcionam aqui e não funcionam numa aula solta de IA.
🌱 AI Agro · Estação 507 · Uniube pH do solo em 5,2 — abaixo da faixa ideal (5,8–6,5) para a cultura do talhão.
07:40
Recomendação: avaliar calagem antes da próxima adubação. A leitura está estável há 6 dias, não é oscilação de chuva.
07:40
Esse texto foi escrito pelo prompt do aluno
07:41 ✓✓
Princípio de projeto
Engenharia frugal, do começo ao fim
Frugal não é barato: é retirar tudo o que não sobrevive ao campo brasileiro e ao bolso do produtor. Esse é o conteúdo mais difícil de ensinar em sala e o mais fácil de ensinar em uma linha de produção — porque cada decisão tem um custo que aparece na mesa.
Impressão 3D no lugar de molde de injeção
Injeção exige ferramental caro e trava o projeto. Impressão permite corrigir a caixa entre um lote e outro — e ensina o aluno a projetar para o processo que ele tem, não para o que gostaria de ter.
LoRa no lugar de rede celular
Sem chip, sem mensalidade, sem depender de cobertura em zona rural. A restrição de banda obriga o aluno a pensar no que realmente precisa ser transmitido.
Peças de prateleira, não sob encomenda
Todo componente é reposto no comércio comum. Uma estação parada no campo volta a funcionar em dias, não em meses de importação.
Reparável por quem está lá
Conector no lugar de solda permanente, módulo no lugar de placa única. O produtor troca uma peça sem devolver o equipamento.
O que o aluno leva: a competência de projetar sob restrição — orçamento, energia, banda, temperatura, mão de obra local. É exatamente a habilidade que o agro brasileiro contrata e que quase nenhum currículo treina de forma explícita.
Rigor científico
O sensor contra a análise de solo
O módulo de encerramento é o que dá densidade acadêmica ao programa: a análise de solo dos pontos de instalação já chega pronta, e o trabalho dos alunos é confrontar a leitura do sensor com ela — variável por variável.
O que se compara. O sensor 7×1 estima N, P, K, pH e condutividade por via elétrica; a análise de referência mede por via química. Dois métodos lendo a mesma realidade — discordar é o esperado, não o erro.
O que se aprende. Que sensor de campo não substitui análise — ele oferece frequência. A análise dá exatidão duas vezes por safra; o sensor dá tendência a cada hora. Manejo precisa das duas.
O que se produz. Uma tabela de correção por tipo de solo, construída pelos próprios alunos a partir do batimento. Material de iniciação científica, TCC e publicação.
Ganho institucional: o programa não termina na sexta-feira. As 20 estações continuam gerando série temporal nos dois campi para a Uniube usar em pesquisa pelos próximos ciclos.
DHT22temperatura e umidade do ar
Placa da estaçãoregistra e transmite a leitura
Dimensionamento
Os números do programa
Valores calculados a partir da lista mestra de componentes e do inventário de impressão da AI Agro — não são estimativas de mesa.
Estações LoRa
20
séries 503 a 522
Receptoras
5
séries 704 a 708
Peças manipuladas
762
580 componentes + 182 impressas
Parâmetros lidos
10
7 solo · 2 ar · 1 chuva
Horas de impressão
752
impressas antes da semana
Grupo de peça
Un. por conjunto
Conjuntos
Total de peças
Horas de impressão
Corpo + tampa da estação LoRa
2
20
40
320 h
Pluviômetro (base, suporte, virador, balde, anel)
5
20
100
360 h
Cover do DHT22
1
20
20
20 h
Corpo + tampa da receptora LoRa
2
5
10
40 h
Suportes de antena (SMA e N-type)
—
—
12
12 h
Total impresso
—
—
182
752 h
Pré-produção
A impressão roda antes da semana
O lote de peças não cabe dentro da semana e por isso começa antes: assim que a data é fechada, a produção começa, para que as caixas cheguem prontas no primeiro dia.
A conta que definiu isso: 752 horas de impressão contra 120 horas de calendário na semana. Colocar o lote inteiro dentro da oficina exigiria cerca de 7 impressoras rodando sem parar e sem nenhuma falha — e consumiria justamente o tempo que precisa ir para montagem, calibração e campo.
Prazo: as 182 peças ficam prontas antes da abertura, em Uberlândia e em Uberaba.
O módulo de impressão 3D continua na semana. Deixa de ser produção em massa e vira o que deve ser pedagogicamente: cada aluno projeta, fatia e imprime a própria peça de teste, mede, encontra o erro dimensional e corrige.
Efeito prático: a linha abre com estoque completo. Nenhum aluno fica parado esperando peça sair da impressora.
Peça impressa
Un.
Horas
Corpo + tampa da estação
40
320 h
Pluviômetro (5 peças por conjunto)
100
360 h
Cover do DHT22
20
20 h
Corpo + tampa da receptora
10
40 h
Suportes de antena
12
12 h
Total do lote
182
752 h
Valores da lista mestra de impressão da AI Agro.
Divisão de responsabilidades
O que cada lado coloca na mesa
A AI Agro entra com o produto, os componentes e a engenharia. A Uniube entra com o espaço, os alunos e o enquadramento acadêmico.
AI Agro fornece
Todos os componentes eletrônicos das 20 estações e 5 receptoras
As 182 peças impressas, entregues prontas no primeiro dia
Firmware, banco de dados, integração com WhatsApp e a análise de solo de referência
Time da AI Agro presente em Uberaba e em Uberlândia, na bancada durante a montagem e conduzindo todo o dia de IA, de prompts a agentes
Checklists de qualidade, numeração de série e etiquetas QR
Destino de campo para as estações produzidas
Uniube fornece
Laboratório com bancadas e ferramenta em Uberlândia e em Uberaba
Sala com computadores e internet para o dia de IA (uma máquina por dupla)
Turma e docente responsável em cada campus
Área experimental nos dois campi para os dias de campo
Certificação de extensão e registro de carga horária
Extensão com produto
Atende o requisito de curricularização da extensão com entrega tangível e verificável.
Base para pesquisa
Série temporal contínua de 20 pontos instrumentados, disponível para IC e TCC.
Vitrine institucional
Equipamento com identificação em campo, aberto a visita de produtor e imprensa.
Próximos passos
O que precisa ser decidido agora
A data da semana é definida junto com a Uniube, nos dois campi. Abaixo, o que precisa estar resolvido antes, em ordem.
Antes da semana
Impressão das 182 peças
Começa assim que a data for fechada: o lote não cabe dentro da semana.
Primeiro passo
Confirmar turma e docente em cada campus
Uberlândia e Uberaba rodam com equipes separadas da AI Agro. O tamanho de cada turma dimensiona bancada, ferramenta e instrutores.
Primeiro passo
Definir a área de campo dos dois campi
Quinta e sexta são de instalação simultânea. Precisamos dos pontos definidos para cruzar com a análise de solo já disponível.
Duas semanas antes
Reservar laboratórios e sala com computadores
Bancada: Uberlândia seg-ter, Uberaba ter-qua. Dia de IA: Uberaba na segunda, Uberlândia na quarta — precisa de máquinas com internet, uma por dupla.
Uma semana antes
Fechar carga horária e formato do certificado
Como a semana entra no histórico do aluno e no registro de extensão dos dois campi.
Segunda-feira
Abertura em Uberlândia
Peças em estoque, componentes conferidos e primeira bateria em montagem. Uberaba abre na terça.
AI Agro · Smart Cultivo · aiagro.ai — Sensor → IA → WhatsApp